3 truques para gravar sua marca na mente do cliente | Estúdio Vertá
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3 truques para gravar sua marca na mente do cliente

Toda empresa quer ser lembrada. Não existe melhor cenário de venda do que quando o consumidor te procura com a necessidade certa no momento certo. Mas antes do cliente lembrar, assim como um computador que “lembra” de um arquivo, essa memória precisa ser gravada.

Como nos eletrônicos, nosso cérebro precisa de comandos, ou gatilhos mentais para resgatar aquela memória específica. Porém, como nosso computador interno funciona de forma inconsciente, trouxemos 3 truques básicos do neuromarketing para você aplicar na sua marca e não precisar fazer nenhum tipo de lobotomia no seu cliente.

Emoção: quebrando o filtro inconsciente

Estudos recentes indicam que um adulto americano entra em contato com mais de 10 mil marcas por dia! Você provavelmente não reparou, mas no caminho do trabalho pra casa viu mais marcas do que consegue lembrar agora. Isso acontece porque nem tudo que a gente vê, vai pra nossa memória de longo prazo. Nosso cérebro tem uma regra interna de não gastar mais energia do que o necessário, logo, só registra o que considera importante.

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Ele está lá, sempre alerta aos estímulos externos, mas prefere não incomodar a parte consciente com um monte de propaganda “mais do mesmo”. Além disso, com o passar do tempo, as pessoas passaram a duvidar de todas as propagandas que veem. Com exceção de algumas. Por que?

A resposta está no próprio cérebro. O hipocampo, responsável pela “leitura” do mundo e memória de longo prazo, trabalha lado a lado com a amígdala, que é responsável pelas nossas reações emocionais. Isso significa que a melhor forma de acessar a memória de longo prazo é nos fazendo sentir alguma coisa.

A emoção ajuda tanto a chamar a atenção do nosso cérebro inconsciente, como para gravar algo na memória. Basicamente: quanto mais intenso o sentimento do momento, mais sólida será a memória. Exatamente por isso que é mais fácil lembrar do dia do casamento ou do nascimento do filho, do que o que comemos ontem no almoço.

Associações: criando gatilhos mentais

Uma memória não está em um lugar só e nem funciona de forma isolada. Uma memória é um conjunto de sentimentos, percepções e ideias, que ficam associadas à outras memórias e assim por diante. Por exemplo, cinema lembra a ideia de pipoca, mas também o cheiro da pipoca. Lembra um filme que você assistiu recentemente e talvez até alguém especial que participou do momento.

Uma coisa puxa a outra e vice e versa.

Quando colocamos nossa marca na memória do cliente, precisamos colocar também algumas associações para que esse gatilho mental seja acionado. Quando você pensar em marcas, vai lembrar da Vertá? Ou ao contrário: o que você lembra quando pensa na Vertá? (Deixa aí nos comentários).

Esse tipo de associação pode parecer óbvia (“é só associar ao meu produto”), mas não se engane. Com a concorrência cada vez maior, toda marca quer colocar o seu serviço ou produto na cabeça do consumidor, mas esse tipo de associação é limitada. Quando alguém fala em pedir uma pizza, há um número limitado de lembranças na sua cabeça e assim funciona com qualquer outra categoria.

O que muitas marcas fazem é associar-se à um diferencial, levando o cliente a procurá-lo por esse motivo (Dove tem 1/4 de creme hidratante). Outra forma é conectar sua marca com um acontecimento oportuno, como o “pode ser” da Pepsi, que usa uma frase cotidiana para gerar lembrança de marca. Dependendo do contexto podem ser usados benefícios (roupas mais brancas), uma característica (barbear mais rente e suave) ou até uma visão de mundo (think different).
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Repetição: mantenha a memória fresca

É inegável que é mais fácil lembrar de algo da semana passada do que um acontecimento de 5 anos atrás. Nosso cérebro não quer desperdiçar energia com acontecimentos longínquos e desvanecidos. Por isso, toda marca forte continua comunicando e gerando experiências continuamente.

Cada um desses pontos de contato deve sempre reforçar o anterior em prol de uma construção única na cabeça do consumidor. Não adianta você se vender como o mais inovador em um mês e no outro se vangloriar por ser o mais requintado. Uma mensagem deve sempre reforçar a anterior para que a solidez da marca não se perca.

Imagine que cada vez que você escreve na cabeça do seu consumidor, essa tinta vai se apagando aos poucos. Se você escrever cada vez uma ideia diferente, a percepção geral dele acaba ficando um borrão ilegível. Mas se sua marca consegue transmitir sempre a mesma essência, mesmo que com mensagens diferentes, o quebra-cabeças se monta na cabeça do cliente e sua marca passa a fazer sentido.

nike_fadingNo fim das contas, as marcas mais fortes são aquelas que prometem e cumprem o seu propósito dentro da nossa mente. São aquelas marcas que nos impactam de forma positiva. As marcas mais lembradas são aquelas que fazem sentido pra nós.

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